| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Strigiformes |
| Família: | Strigidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | P. koeniswaldiana |
O murucututu-de-barriga-amarela é uma ave strigiforme da família Strigidae.
Também conhecida como corujão-mateiro.
Seu nome científico significa: do (latim) pulsatrix, pulsavi = batedor, pulsador, atacar; e de koeniswaldiana = homenagem ao ornitolólogo alemão, G. Koeniswald (fl. 1901). ⇒ (Ave) de Koeniswald, (que) ataca.
Mede em torno de 37 a 51,4 cm (macho) e de 39 a 54,4 cm (fêmea). Pesa de 405 a 562 g (macho) e de 331 a 670 g (fêmea). Apresenta um disco facial castanho, sobrancelhas brancas ao redor do bico. Dorso castanho escuro e cauda com faixas transversais brancas. Tem um colar largo da mesma cor e o ventre é de cor amarelada (dando origem a seu nome comum). As penas brancas do loro e da estria malar se unem ao supercílio formando um “X” na face. Olhos castanho-escuros. Tarsos emplumados. Macho e fêmea não possuem diferenças na plumagem.
Voz: Sequencia de 9 a 14 graves “ bu-bu-buu-buu…”, com modulação de frequencia e amplitude, acelerando no início e desacelerando no final. O casal canta em dueto, destacando-se a voz mais aguda e aparentemente mais forte da fêmea.
Monotípica, não possui subespécies.
Caça somente durante a noite, procurando por insetos grandes, aves dormindo e especialmente roedores e outros mamíferos de pequeno e médio porte.
Ocupa ocos de árvores para nidificar. O macho é responsável por trazer alimento para a fêmea e para os filhotes. A época de reprodução acontece com a chegada da primavera e verão, quando as temperaturas são mais amenas e o alimento mais abundante.
Espécie florestal, estritamente noturna, embora eventualmente seja vista caçando ao final da tarde, habita o interior de florestas úmidas primárias ou secundárias e suas bordas, podendo inclusive se aventurar em clareiras e outras áreas com árvores esparsas. Em alguns locais é sintópica com o murucututu (Pulsatrix perspicillata), do qual difere principalmente pela cor dos olhos, escuros. Parte de um poleiro para capturar as presas na vegetação ou no chão. Vocaliza a qualquer hora da noite. Habitualmente passa o dia empoleirada, solitária ou em casais, abaixo do dossel da mata. Pode também ser encontrada de dia em meio a touceiras de bambu, em galhos de embaúba ou em folhas de palmiteiro, geralmente perto de cursos de água. É relativamente fiel aos poleiros de descanso diurno.
Ocorre do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul, além do Paraguai e Argentina. As populações podem ter diminuído na Argentina, como resultado do corte de madeira (Holt et al. 1999). No entanto, no Brasil, a espécie parece tolerar um nível significativo de alteração do habitat (F. Olmos em litt. 2003). Do nível do mar até 1500 m de altitude.